E se hoje for uma terça feira qualquer, daquelas em que a pressa empurrou os ponteiros invisíveis e eletrônicos dos relógios e por uma sorte, dessas que a gente dá de vez em quando, o perfume do café tenha bailado no seu coração e então tenhas percebido a boniteza do maçã cortada em dois, a poesia da fatia de pão lambuzada de geléia roja como um coração apaixonado? E se hoje o que está bem na sua frente reluzisse de modo a lembrar que tudo que você coloca dentro do corpo é sagrado? E se? Comidas, comidas. Porque o ordinário é feito de luz.